13º é só mais um salário

13º é só mais um salário 22/DEZ - Sandro Bonfim é superintendente de Produtos da Brasilprev Seguros e Previdência

Este mês recebemos o tão esperado 13º salário. Algumas empresas já começaram a fazer o pagamento e os aposentados já receberam parte do montante. Aí vem a pergunta: o que fazer com esse dinheiro? Qual a maneira correta de usá-lo? A resposta pode parecer óbvia para muita gente: é hora de saldar as dívidas! É isso mesmo, esse é o primeiro passo. Como eu falei há algum tempo, não acumular dívidas é essencial para manter a saúde financeira. Mas, e depois? É hora dos presentes de Natal, das festas e das viagens, correto? Mais ou menos... 

Você não deve jamais deixar de agradar e proporcionar momentos de lazer para sua família. Afinal, todo mundo batalhou bastante, e os motivos para comemorar (e descansar!) são muitos. Porém, moderação é a palavra-chave. Tenha uma coisa em mente: o 13º não é um dinheiro extra. É um montante que faz parte dos seus rendimentos, como o seu salário e a remuneração das suas férias. Um erro que muita gente comete é fazer dívidas durante o ano para saldá-las com o valor esperado no final. Com isso, perde-se dinheiro! Lembra dos juros, os grandes vilões das finanças? Pense em quanto dinheiro a mais você está pagando com essa prática e a mudança que representaria saldar essas dívidas no decorrer do ano ou, melhor ainda, evitar acumulá-las. 

Então, o que fazer com todos esses boletos vencidos ou que vencerão em breve? A solução não pode ser outra: uma vez mais, salde as dívidas e modere os gastos. Assim, daqui em diante, você poderá aproveitar a folga financeira do fim do ano com maior tranquilidade: sem dívidas para pagar, sobra mais para aproveitar. E lembre-se do mais importante: ser previdente. Essa deve ser a regra. De todo o dinheiro que entra em seu orçamento, uma parte deve ser guardada para o futuro, e com o 13º salário não pode ser diferente. Depois de saldadas as dívidas, invista uma parte deste dinheiro. Pode significar um pequeno ajuste dos gastos de agora, mas pense nisso como um “presente de Natal a longo prazo”. 

Com essas atitudes, você vai garantir tranquilidade, sua e da sua família. Afinal, não será muito mais relaxante passar o próximo fim de ano sem dívidas para pagar, com o suficiente para gastar e ainda investir? Não espere pelo ano que vem para dar início a essa mudança, torne-a uma prática recorrente. O 13º não deve ser visto como a tábua de salvação, é apenas mais um salário com o qual você já contava. O que vale para os outros também vale para ele. Ou seja, inclua-o no seu planejamento, não faça dívidas e invista parte dele para o futuro. Dessa forma, sua família já começará 2017 no caminho certo para o equilíbrio financeiro.

Sandro Bonfim é superintendente de Produtos da Brasilprev Seguros e Previdência. Tem mais de 15 anos de experiência no setor financeiro e em previdência complementar, também atuou profissionalmente nas áreas de operações, comercial e de marketing 

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Sandro Bonfim é superintendente de Produtos da Brasilprev Seguros e Previdência

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